He's just not that into you


Assisti "Ele não está tão afim de você" na quinta-feira, 09/04. Não é muita surpresa eu ter amado o filme, sendo essa fã declarada de comédias românticas que sou, mas é incrível o quão verdadeira é a história.
Saindo do cinema eu só ouvia as mulheres comentando o quanto se identificaram com diversas das situações retratadas.

É realmente verdade que nós aprendemos a interpretar cada gesto, cada fala, de uma maneira fantasiosa. "Ele não me ligou porque o celular acabou a bateria ou perdeu o meu número ou foi assaltado". "Ele ficou com ela porque achou que eu não ficaria com ele". "Ele não me chama pra sair porque não tem coragem". "Ele me magoou porque não consegue lidar com a seriedade de um relacionamento, mas posso ajudá-lo a mudar". "We are all programmed to believe that if a guy acts like a total jerk that means he likes you."
Essas justificativas até podem ser verdade, mas apenas para as exceções, como diz muito bem a Gigi, personagem da Ginnifer Goodwin. O problema é que na maioria das vezes nós somos a regra, e não a exceção.

"Girls are taught a lot of stuff growing up. If a guy punches you he likes you. Never try to trim your own bangs and someday you will meet a wonderful guy and get your very own happy ending. Every movie we see, Every story we're told implores us to wait for it, the third act twist, the unexpected declaration of love, the exception to the rule. But sometimes we're so focused on finding our happy ending we don't learn how to read the signs. How to tell from the ones who want us and the ones who don't, the ones who will stay and the ones who will leave. And maybe a happy ending doesn't include a guy, maybe... it's you, on your own, picking up the pieces and starting over, freeing yourself up for something better in the future. Maybe the happy ending is... just... moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope. "

Ficamos tão ansiosas esperando por nossa exceção que não percebemos os verdadeiros sinais. E insistimos em relacionamentos com pessoas que não estão assim tão interessadas.

"If a guy treats you like he doesn't give a sh*t, it's because he doesn't give a sh*t."

Por outro lado, é um pouco incômodo ver a posição passiva em que algumas mulheres do filme se colocam, mas que não deixa de ser realista. Por que precisamos esperar o cara ligar? Por que entregamos a eles o poder de decisão (de decidir se querem sair de novo e etc)?

Fomos condicionadas a isso desde crianças...tá passando da hora de mudar!

Já a história da Beth e do Neil é a mais legal. O melhor motivo para se casar é realmente não TER que se casar. Casar por pressão de um dos dois não costuma dar bons resultados (o que também pode ser visto no filme). E tem uma cena tão linda! Sério, o cinema inteiro suspirou!

Recomendo o filme para quem quiser se divertir, se emocionar e até refletir sobre seus relacionamentos.

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